Artigo publicado na revista Condomínios da baixa Mogiana – Arquitetura Inclusiva.

O que é Arquitetura Inclusiva ?

A arquitetura inclusiva é a que respeita a diversidade humana e gera acessibilidade para todos. Para esta conquista, a palavra chave utilizada é o Desenho Universal, que recria o conceito de homem padrão (nem sempre o homem real). Seu conceito nasceu por volta de 1960, nos Estados Unidos, em resposta à discussão sobre a padronização do homem, definindo  projetos de produtos e ambientes que possam ser utilizados por todos, na sua máxima extensão possível, sem necessidade de adaptação ou projeto especializado para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

No Brasil, o debate sobre a questão iniciou-se de forma tímida 20 anos depois, em 1980, com o objetivo de conscientizar profissionais da área de construção.

Da década de 1980 até o momento, a palavra acessibilidade começou a se incorporar em nosso vocabulário. Em 1985, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) criou a primeira norma relacionada à acessibilidade, hoje após três revisões denominada: NBR 9050 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. A última revisão ocorreu em 2015 e vigora até hoje para regulamentar os parâmetros técnicos de acessibilidade no país.

A acessibilidade passou a ser mais aplicada a partir de 2004 com o decreto federal 5.296/2004 e hoje está contida em muitos locais, desde as áreas comuns de condomínios, vias de circulação de pedestres, transportes coletivos, mobiliários urbanos até em edificações de uso público. Os benefícios dessas transformações estão sendo ampliados também para as residências, garantindo que a moradia suporte mudanças e adaptações ao longo dos anos, de modo que atenda as diversas necessidades que cada fase da vida solicita, sem prejuízo ou comprometimento do espaço, pois o foco do Desenho Universal não está apenas nas pessoas deficientes ou com mobilidade reduzida, e sim em toda diversidade humana ao longo de sua existência.

Dessa forma, a partir da década de 1990, o Desenho Universal aderiu sete princípios que passaram a ser mundialmente adotados em planejamentos e obras de acessibilidade, são eles: 1. Uso equitativo; 2. Uso flexível; 3. Uso simples e intuitivo; 4. Informação de fácil percepção; 5. Tolerância ao erro (segurança); 6. Esforço físico mínimo; 7. Dimensionamento de espaços para acesso e uso abrangente.

A compreensão e o respeito à diversidade, enquanto fenômeno inerente à condição humana, deve estimular e viabilizar soluções que construam uma sociedade centrada em todos os indivíduos. Uma sociedade que se transforma em busca da sustentabilidade, com a perspectiva de garantir os direitos de cidadania para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, neste sentido, o Desenho Universal é uma resposta ao movimento da sociedade, que busca eficiência e funcionalidade para todos os indivíduos ao longo dos ciclos da vida.

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